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resenha do livro “Borges e os Orangotangos Eternos”, por Luis Fernando Veríssimo

For my English-speaking readers, this Brazilian novel was hilarious, and it has been translated into English: Borges & the Eternal Orangutans.  Imagine putting Borges and other like-minded intellectuals in charge of a murder mystery.  Radical!

muito engraçado mistério de assassínio misturado com a sátira aguçada do intelectualismo esotérico: a combinação perfeita

Vogelstein, um tradutor e escritor de pouca importância (e muito admirador de Jorge Luis Borges) quem mora em Porto Alegre, Brasil, viaja até Buenos Aires, Argentina, para participar numa conferência internacional sobre a obra de Edgar Alan Poe. Os acadêmicos e intelectuais lá tem sentimentos muito fortes sobre seu trabalho (e ums contra outros), até com ameaças de morte. Uma noite, o acadêmico mais odiado é encontrado morto dentro do seu apartamento. O detetive policial para o caso é amigo de Jorge Luis Borges, o autor argentino as veces dificil de decifrar, então o detetive o convida a Borges a ajudar a resolver o mistério. O que segue é uma sátira hilariante do intelectualismo, enquanto Borges e Vogelstein tentam decifrar os fios na cena do homicídio: É que o corpo tinha forma da letra “X” quando foi encontrado? Então o assassino tem nome que começa com X? Mas num livro de Poe o “X” simboliza a letra “O”, então acaso ten nome com “O”? E que das cartas de baralho deixada na mesa? Et cetera… Eu não conseguí adivinhar a conclusão em nenhum momento!

Você realmente não precisa conhecer muito de Borges para apreciar este livro.  (Li um livro de contos de Borges faz 15 anos.)  Imagino que o apreciaria até melhor se o conhecesse melhor, mas só com conhecer a ideia de Borges (o até do inteletualismo desenfreado) é suficiente para achar esta novela completamente absurda e hilariante.

Eu a recomendo por completo. Vou presentear o livro a varios amigos, e já comecei outro livro de Veríssimo.

Nota sobre o conteudo: Uma das personagems do livro tem sexo, e a cena menciona a existência dos seios (mas além disso não é muito explícito). Também uma das personagems mais odiosas do livro expressa uma opiniões racistas.

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resenha de filme: O Xangô de Baker Street

uma divertida sátira do Sherlock Holmes andando canhestro no Rio

No Rio de Janeiro no ano 1886, o imperador do Brasil deu um violão de alto valor para uma atriz francesa que é amante do imperador. Mas quando o violão foi roubado e inicia uma série de homicidas, a atriz sugere que o imperador convide a Sherlock Holmes a vir até Rio para resolver o misterio. Holmes (e seu amigo, o Doutor Watson) passam um pouco de tempo trabalhando no caso mas o resto passam almoçando com a aristocracia local e asistindo ao teatro.

O que segue é menos uma narrativa coerente que uma série de cenas cômicas. Por exemplo,

• O Doutor Watson está possuído pelo espírito de um dos deuses afro-brasileiros

• Sherlock Holmes prova alguma droga brasileira que só o deixa com fome a pesar de estar com uma mulher linda

• Holmes se revela como vírgem e vemos sua falta de experiência com uma atriz brasileira de quem ele se enamora

• E meu favorito: Holmes corre atrás do assassino mas precisa deixá-lo escapar pela diarréia que tem depois de comer comida brasileira.

A pesar de uma trama fraca, o filme é suficientemente divertido e nunca cansa de se burlar da imagem tradicional de Sherlock Holmes. O ator que intepreta Holmes é excelente. (Fala portugués no filme porque estudou os venenos em Macao.)

Uma coisinha que me pareceu estranha foi uma cena – quase ao final – quando Holmes se está despedindo da sua namorada e parece que a cena está cortada antes do final da piada.

Nota sobre o conteúdo: O filme mostra pelo menos duas mulheres mortas e nuas, e um par de vezes se ve os seios de mulheres vivas, uma das vezes dentro de uma cena de sexo (que não chega muito longe e que é cómica).

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classic selection problem in Jorge Amado

Jorge Amado is one of Brazil’s great writers.  (It’s not just Machado de Assis – and I’ll hit you if you start talking about Paulo Coelho.)

I’m in the midst of his 1943 novel about rural poverty in Brazil’s northeast, As Terras do Sem-Fim.  As one character, Antônio Vítor, decides whether to migrate to the northeast or not, he observes those who have gone before:

Almost all the men went, and they rarely returned.  But those that did return – and they always returned for just a quick visit – were unrecognizable after years of absence.  They came wealthy, with rings on their fingers, gold watches, pearls and ties.  And they threw their money away, with expensive presents for relatives, donations for churches and for patron saints, and hosting end-of-year celebrations.  “He got rich” was all that that was heard around town. (p20, my own bad translation from the Portuguese)

Antônio, what about the guys that didn’t come back?

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resenha de filme: Come Fazer um Filme de Amor

boa paródia ainda exige umas boas personagems

Neste filme, o narrador está construindo um filme de amor, e nos deixa ver adentro do processo.  Então, no començo precisamos achar uma heroína.  O narrador sugere “uma mulher” e aparece uma mulher muito gorda; então o narrador sugiere uma mulher mais magra e aparece uma mulher muito velha, então mais joven e uma criança aparece, et cetera. 

As veces isto é muito engraçado.  Por exemplo, quando primeiro se mostra o herói e a heroína despertando e se vem – bem – normal, com o cabelo de despertar.  Logo o narrador interrompe e sugere outra tomada e os dois despertam perfeitamente lindos.  (Outra cena onde a paródia funciona uber-bem é quando zomba das cenas de sexo nos filmes románticos.)  Outras partes não tem tanto sucesso (como a luta física ao final e qualquer cena com o vilão Adolf).

Apesar destas partes engraçadas, o filme nunca investe o tempo necessário para que nos preocupemos das pessoas principais e da trama que se está desdobrando.  Dado isso, comecei sentir um pouco aborrecido.

 Mais não posso criticar o self-awareness do narrador durante os títulos finais, quando disse:

“Todos estao felices, Laura e Alan porque acabaram juntos, você porque teve uma hora e meia de diversao, e eu porque ganhara algum dinheiro.  Isso é o cinema. …

“Se você não gostou, da próxima vez fica em casa lendo um livro.  Aliás, literatura é muito melhor do que cinema.  É uma arte muito superior.  Exige mais do leitor, sabe? …

“É tudo pilantragem pra pegar o seu dinheiro.”

Note sobre o conteúdo: O filme tem uma cena (cómica) de sexo sem nudez mas com movimento e com ruído exagerado.

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resenha do filme Se Eu Fosse Você

divertido e cómico

Claudio e Helena, já casados muitos anos, com uma filha de 13 anos e com Claudio cumprindo 50 anos dentro de ums dias, não se comprendem o um ao outro.  Se dão bem mas não se comunicam sobre seus problemas e preocupacões e por tanto cada um não apreça o que o outro faz no dia a dia.  Claudio disenha campanhas de publicidade e Helena dirige um coro de uma escola católica de meninas.  Então, uma amanhá – depois de uma discussão forte a noite anterior – se levantam com os corpos trocados.  A loucura – é claro – sigue. 

Embora que a idea de trocar corpos não é original (Freaky Friday, Vice Versa, The Hot Chick, etc),* este filme tem varias brincadeiras originais (para mim, ao menos).  A primeira vez que Helena (no corpo de Claudio) usa o banheiro de homen é muito engraçado, e também quando ela nada na piscina de uma forma muito feminina durante uma festa com os amigos.  Os dois atores fazem um trabalho excelente com adotar os movimentos e caras do outro depois da mudança de corpos.  Em geral, o filme é muito cómico.  

Demais, dou varios pontos para os que fizeram o filme que não incluíram nenhuma brincadeira sobre o homossexualismo: O seja, o fato de que o homen se está portando de uma maneira femenina não se interprete de inmediato como um sinal de sua orientação sexual.

E não é uma surpresa que no final do filme, se aprendem a apreçar e depois trocam corpos de novo.  Os dois já tem ajudado a vida do outro no processo.  Achei uma partinha no final não muito convencente, quando Claudio (no corpo de Helena) muda a coreografia do coro em um só dia.  Mas isso é uma crítica pequena.  Overall, é um filme cómico, as veces doce, e a recomendo.

 Nota sobre o conteudo: Em uma cena, a secretaria de Claudio exibe muito colo (para distrair um cliente).  Mais disso, se ve colo em algums anúncios.  E faz referência a existência do sexo.  Em Brasil, tem clasificação 10; no EUA, achou que teria PG-13.

 * Outros filmes que usam uma premissa parecida mas não idêntico são «13 Going on 30» com Jennifer Garner, «All of Me» com Lily Tomlin e Steve Martin, e 17 Again com Matthew Perry e Zac Efron.

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Maurício Pereira: A Loira da Caravan

I discovered this singer through Luciano Pires’s podcast – Cafe Brasil.  It’s in Portuguese, and it’s about a seductive version of Large Marge.

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resenha de DVD – Colêtanea de Curtas: Vol 1

uma jóia solitária entre uma coleção medíocre

Esta coleção de filmes cortos é – francamente – estranha, não muito divertida, e muitas vezes deprimente.  Dois em um é ums dos filmes mais deprimentes que tenho visto (o que é dizer algo).  Um dos filmes – acho que foi Tipos Intrometidos – até não é um filme brasileiro senão americano (em inglés).  Não é obvio por que está incluido aqui.  Outros filmes, como Átimo, está mais ou menos interessante mas sente muito antiquado (o seja, dos anos 80).

Não é dizer que não tem filmes interessantes.  O filme Todo Dia Todo demostra o ciclo da vida de uma forma estética e intrigante.  O olhei duas vezes.  E A Historia Real parecia interessante mas admito que adormeci (talvez isso foi culpa minha e não do filme – quem sabe?)

Aqui está a lista de filmes incluidos nesta coleção:

  • A História Real
  • Átimo
  • Dois em Um
  • O Trabalho dos Homens
  • Os Irmãos Willians
  • Tipos Intrometidos
  • Todo Dia Todo – [A única que gostei muito!]
  • Um Ladrão

Em geral, não recomendo esta coleção.  A vida é corta demais.

Nota sobre o conteudo:  Um dos filmes – Dois em um – tem um pouco da nudez (breve).  Algums dos outros filmes tem ums palavrões.

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resenha de filme – Simonal: Ninguem Sabe O Duro Que Dei

a música linda dos anos sesenta…e também algo sobre uma ditatura

Admito que sou a pior pessoa no mundo para resenhar este filme.  Nunca tinha ouvido de Wilson Simonal, e não entendo portugués perfeitamente assim que com um filme documentario sem muita ação, me posso perder.  Dado isso, gostei da musica de Simonal e das cenas de seu programa na televisão que demostram no filme.  Foi ao filme o sábado passado no Rio de Janeiro, comprei o último ingresso, e ao final do filme o cinema inteira aplaudio, assim que os cariocas parecem gostar do filme sem.

Além da música, o filme se trata das acusações que Simonal colaborou com o governo ditador e da sua vindicação eventual.

Agora, deixarei que outros que sabem (and comprendem) mais que eu comentem.  No site do filme, tem o trailer. 

O Povo online disse: “Imagens de arquivo primorosas e depoimentos reveladores são alguns dos pontos fortes de Simonal -Ninguém Sabe o Duro que Dei, documentário que estreou nos cinemas nacionais, com a proposta de jogar luz à história do cantor Wilson Simonal, dono de sucessos como Nem Vem que Não Tem e ídolo dos anos 60” [1].

Yahoo! Brasil disse: “Os diretores do filme…não quiseram saber ou provar inocência ou culpa.  Queriam apenas devolver uma humanidade ao cantor e fizeram isso com louvor, de forma primorosa. … O filme enche os olhos, principalmente pelo rico acervo de imagens apresentadas, enfatizando os momentos dourados do cantor, antes de sua queda.” [2].

Nota sobre o conteudo:  Não tem nada ofensivo.

[1] Poli M, “Simonal: história passada a limpo,” 18 Mai 2009.

[2] Veras D, “Simonal: showman proibidão,” 18 Mai 2009.

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resenha de filme: Divã

Foi a ver este filme na semana passade em Brasilia.  Não foi nada especial.  Trailer aqui.

um chato renascimento

Uma mulher de – não sei bem – 40+ anos começa visitar um terapeuta e falar de sua vida.  Nunca ouvimos a voz do terapeuta; ele só fornece uma estrutura pelo filme, misturando a narração nas visitas com as cenas da vida de Mercedes.  No transcurso das visitas, vemos um pouco de seu pasado mas rápido entra no presente.  No começo do filme Mercedes é uma mulher medosa que não tem o valor de usar roupa interessante ou ter um amor apaixonado.  Então, ela começa a fazer uma vida nova, procurando experiências novas.  (Não é obvio a razão.)  A libertade pessoal se liga a libertade sexual: Ela – ainda casada – toma um namorado muito jovem.  (Seu esposo já tinha um namoro, assim que tudo bem, não é?)  Ela aprende a viver por si mesmo.  Ao final, até tem o coragem de comprar roupa mais interessante.  Wow.

O filme tem algumas partes muito engraçadas mas geralmente é uma celebração de um renascimento no anos medios da vida.  Na última meia hora, estava olhando meu relójio, esperando que se acabasse.  Tal vez o filme teria mais atração para uma melhor naquela parte da vida, mas pelas demais pessoas, não o recomendo. 

Nota sobre o conteudo: O filme tem uma cena com a nudez feminina e umas cenas de sexo sem nudez.  No Brasil, tem clasificação 14; No EUA, teria clasificação R.

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you know you speak Portuguese badly when…

  • You’re standing in line for a Brazilian film and chatting – in “Portuguese” - with the guy behind you and he says, “You realize this movie is Brazilian [i.e., in Portuguese], right?”
  • You’re buying something in a bookstore and ask the seller to repeat one line, so she switches to Spanish and refuses to go back.  (Sorry, buddy, you blew it.  You have been downgraded.)

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